quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Agroecologia por um mundo mais sustentável


Na avaliação do sociólogo Marcelo Calazans, a alternativa agroecológica é um projeto de cultura que de alguma forma recusa a sociedade de consumo

Por: Thamiris Magalhães e Rafaela Kley

“A alternativa agroecológica implica uma disputa dos territórios, e nos territórios contra o agronegócio, contra a expansão de um modelo químico”, explica o coordenador do Programa Regional da FASE no Espírito Santo. Para ele, é evidente que a agroecologia emite menos e, além de ser mais adequada, é uma agricultura que privilegia o mercado local, os circuitos locais de comercialização. “Está claro que, comparada ao agronegócio, a agroecologia traz um conjunto de elementos não só agrícolas e agrários, mas também culturais e políticos, que garantem maior resiliência também com as próprias intempéries.”
Em entrevista concedida por telefone à IHU On-Line, Calazans critica o atual modelo de desenvolvimento, oferecendo alternativas como a agroecologia.

Marcelo Calazans é sociólogo, coordenador do Programa Regional da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional – FASE no Espírito Santo, membro da Rede Deserto Verde e da Rede Latino-Americana contra Monocultivo de Árvores.

Desmatamento Químico na Amazônia

Por Fernando Rebouças
http://www.infoescola.com/ecologia/desmatamento-quimico-na-amazonia/

desmatamento químico  é conhecido desde os tempos da Guerra do Vietnã, quando aeronaves pulverizadoras lançavam veneno no ar para matar árvores e facilitar a visibilidade das tropas vietcongues. A Amazônia brasileira, mesmo não sendo alvo de guerra, tornou-se num alvo de pesticidas, inseticidas e herbicidas.

Para escapar da apreensão de motosserras, da prisão e da fiscalização na Amazônia Legal, os desmatadores começaram a empregar a técnica de desmatamento químico na floresta amazônica para facilitar a derrubada de árvores e o preparo do terreno para a agricultura e pecuária.
Na Amazônia Legal, o lançamento de agrotóxicos e óleo mineral é feito por aviões pulverizadores, os mesmos utilizados em plantações; os agrotóxico jogados na floresta  esbranquecem  as árvores, poluem o solo e os lençóis d’água; em uma semana, as folhas caem, deixando galhos e troncos nus; madeireiros extraem as madeiras de valor com motosserras;  por fim, o terreno é limpo pelas queimadas  para o plantio do capim e a criação de gado.
Estão envenenando a floresta amazônica para baratear e agilizar o processo de desmatamento na região. Pior do que a motosserra, tradicional vilã do desmatamento, a devastação química implica na geração de problemas ambientais irreversíveis, além da derrubada das árvores, essa nova modalidade de devastação mata as árvores de imediato, contamina os solos, as águas, mata animais e pessoas.
Em maio de 2011, o Ibama detectou na Amazônia uma área correspondente a 180 campos de futebol destruída por herbicidas. A região desmatada pertencia à União, ou seja, não era de propriedade particular, situada no município de Canutama, estado do Amazonas.
A prática não é recente, no ano de 1999, o Ibama já havia apreendido quatro toneladas de agrotóxicos que seriam utilizados para pulverizar e destruir florestas na região amazônica.
Em 2008, a instituição já havia flagrado uma área de cinco hectares, situada na região de São Francisco do Guaporé, destruída por herbicidas. Apesar da nova estratégia mais nociva, a devastação por motosserras, tratores e queimadas são mais comuns.

Fontes:
http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/07/area-no-amazonas-e-desmatada-com-tecnica-usada-na-guerra-do-vietna.html
http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/937477-ibama-flagra-uso-de-avioes-em-desmatamento-na-amazonia.shtm

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Seminário Mundial Contra Belo Monte A LUTA CONTRA OS GRANDES PROJETOS HIDRELÉTRICOS NA BACIA DO XINGU



Na próxima semana, de 25 a 27 de outubro, acontece em Altamira o seminário “Territórios, ambiente e desenvolvimento na Amazônia: a luta contra os grandes projetos hidrelétricos na bacia do Xingu”. O encontro pretende analisar a conjuntura em torno de Belo Monte e discutir respostas às situações de risco e impactos geradas pela usina.
Segundo os organizadores, estão sendo esperados cerca de 600 representantes de populações ameaçadas – comunidades de pescadores, ribeirinhos, pequenos agricultores, garimpeiros, barqueiros, agrovilas e indígenas – tanto da macro-região de Altamira quanto de demais localidades da Bacia do Xingu. Também participarão indígenas de outras regiões do Pará, como Belém, Santarém, Marabá e sul do Estado, além de outros do Mato Grosso, Goiás e Tocantins. Diversas categorias de trabalhadores, através de seus sindicatos, virão em caravana para o evento.
De acordo com a programação do seminário, o primeiro dia será reservado aos debates conjunturais (haverá duas mesas, com os temas “Impactos dos grandes projetos hidrelétricos na Amazônia: a UHE Belo Monte e suas conseqüências” pela manhã, e “Violação dos direitos dos povos da Amazônia: a UHE Belo Monte e suas conseqüências”, à tarde). Os dias 26 e 27 serão reservados para grupos de discussão e trabalho, e, por fim, a plenária final.
Os participantes ficarão alojados em salões e ginásios cedidos pela Prelazia do Xingu, e deverão trazer redes, colchonetes ou barracas, além de itens de uso pessoal. Para custear a alimentação e demais despesas, será cobrada uma taxa de inscrição de 15 reais. Para os jornalistas, haverá sala de imprensa com internet.
O seminário foi proposto por organizações da região afetada pela Usina, como as colônias de pescadores de Altamira, Porto de Moz, Senador José Porfírio, a Associação de Exportadores de Peixes Ornamentais (Acepoat), Associação dos Pilotos de Voadeira (Apivoal); convocado por organizações como o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Comissão Pastoral da Terra (CPT), movimentos sindicais (Conlutas, Intersindical, Unidos para Lutar e outros), e ONGs, como Fase, Fórum da Amazônia Oriental (Faor), e Unipop, articulados no Comitê Metropolitano Xingu Vivo para Sempre, de Belém; e apoiado pelo Movimento Xingu Vivo Para Sempre.
Serviço:
O quê: Seminário  Territórios, ambiente e desenvolvimento na Amazônia: a luta contra os grandes projetos hidrelétricos na bacia do Xingu
Quando: 25 a 27 de outubro
Onde: Ginásio Esportivo da Catedral de Altamira, PA
Inscrição: os interessados que virão individualmente, fora das caravanas das organizações de base, deverão preencher o formulário de inscrição, clicando aqui.
Taxa de inscrição: R$ 15
Obs. Para os jornalistas, haverá sala de imprensa com internet.
Mais informações:
Dion Monteiro, Comitê Metropolitano Xingu Vivo: (91) 9103.4340
Éden Magalhães, CIMI: (61) 9979.6916
Antonia Melo, Xingu Vivo: (93) 9135.1505
Comunicação MXVPS
Verena Glass (SP) – (11) 9853.9950
Tica Minami (SP) – (11) 6597.8359
Ruy Sposati (Altamira/Pa) – (93) 9173.8389 
Fonte:http://www.xinguvivo.org.br/2011/10/18/encontro-em-altamira-discutira-conjuntura-e-respostas-a-problemas-de-belo-monte/ 

Amanhã tem Feira de Orgânicos em Belém do Pará!!!!!



Com certeza as mulheres da Rede Bragantina vão levar a Alcoolatura, colorau caseiro, bel de abelhas e muito mais!!!


Calendário da Feira de Orgânicos em Belém do Pará
Aos sábados, a partir das 7 horas da manhã!!!
- 22 de Outubro - Praça Brasil 
- 05 de Novembro - Praça Batista Campos
- 12 e 19 de Novembro - Pça Brasil 
- 03 de Dezembro - Pça Batista  Campos
- 10 e 17 de dezembro na Pça Brasil

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

MMNEPA na campanha permanente contra agrotóxicos e pela vida!!!!

As diversas redes e movimentos sociais reunidos no Encontro Nacional de Diálogos e Convergências – agroecologia, saúde, justiça ambiental, soberania alimentar, economia solidária e feminismo, entre os dias 26 e 29 de setembro, em Salvador (BA), vêm, por meio desta moção, denunciar os danos à saúde e ao meio-ambiente causados pelos agrotóxicos.
Diante desses problemas, exigimos:
  1. punição dos mandantes e assassinos do ambientalista e líder comunitário Zé Maria do Tomé, que deu sua vida na luta contra a pulverização aérea de agrotóxicos na Chapada do Apodi (CE);
  2. A retirada imediata da isenção de impostos sobre a produção e comercialização de agrotóxicos, e determinar a taxação máxima, assim como ocorre com cigarros e bebidas alcoólicas;
  3. Que os recursos provenientes destes impostos sejam destinados aofinanciamento do Sistema Único de Saúde e a políticas públicas de fortalecimento à agroecologia;
  4. proibição da pulverização aérea de agrotóxicos em todo o território brasileiro;
  5. proibição das propagandas de agrotóxicos nos meios de comunicação;
  6. Acesso à informação por meio de rotulagem que informe sobre a presença de agrotóxicos nos alimentos;
  7. A proibição, no Brasil, de agrotóxicos já banidos em outros países;
  8. Proibição imediata da fabricação, importação e comercialização de todos os produtos sendo reavaliados pela ANVISA e o cumprimento imediato da determinação da ANVISA (RDC 10/2008 E 01/2011), que bane o uso do venenoMetamidófos.
Salvador, 29 de setembro de 2011


sábado, 10 de setembro de 2011

Encontro Nacional de Diálogos e Convergências


Mata ciliar do Igarapé Pacuquara, Apeú,Castanhal-Pará Foto:Vânia Carvalho

Agroecologia, saúde e Justiça Ambiental, Soberania Alimentar, Economia Solidária e Feminismo. Como estes temas estão relacionados? Que iniciativas há nestas áreas?  Quais são os nossos desafios na construção e defesa de um outro modelo de desenvolvimento? E o que temos a nosso favor neste processo? São estas e outras questões que o Encontro Nacional de Diálogos e Convergências: agroecologia, saúde e justiça ambientalsoberania alimentar e economia solidária quer ajudar a responder.  O encontro será realizado de 26 a 29 de setembro, em Salvador, na Bahia, e reunirá cerca de 300 participantes entre trabalhadores do campo e da cidade, movimentos sociais, pesquisadores, estudantes e diversas outras organizações que estão diretamente relacionadas aos temas acima e trabalham para promover estes direitos.

Clique aqui para ver a programação do encontro!
Para conferir os relatórios de Encontros Territoriais realizados:
TítuloÚltima atualização
Agreste da Paraíba 9 de Setembro de 2011
Norte de Minas 7 de Setembro de 2011
Planalto Serrano de Santa Catarina 7 de Setembro de 2011
Maiores informações e acompanhamento no CIRANDAS: Clique AQUI

sábado, 3 de setembro de 2011

Integrantes do MMNEPA na passeata pela Paz em Capanema-Pará

Capanema, Agosto de 2011

Cerca de 5 mil pessoas percorreram as principais vias de Capanema pedindo Paz.
A violência tem atingido municípios paraenses antes bem mais tranquilos para se viver. É o caso de Capanema. O que se observa é a banalização da violência, principalmente contra mulheres, idosos, crianças. Violência no trânsito, violência doméstica, violência nas escolas. "Antes a gente conversava na calçada de noite mas hoje tenho medo....(...)mudou muito", disse D. Ana, agricultora aposentada. Por sua vez, a violência doméstica ainda persiste, principalmente entre as mulheres mais isoladas, que não participam de organizações. Não somente violência física mas também violência moral e psicológica, não são apenas cometidas pelos companheiros, mas também pelos patrões, pela sociedade, pelos pais, pelo namorado Muitas ainda têm medo de denunciar, principalmente por medo, pelos filhos, por vergonha (Fonte: Diagnóstico Rural Participativo,Projeto Mulheres do Campo, 2010).
As mulheres do MMNEPA também denunciam a violência contra as crianças, bem comum como método de disciplina. Bater nas crianças não resolve!!!

Veja entrevista de integrante do MMNEPA no programa Conexão Futura, sobre da Rede de Mulheres Empreendedoras Rurais da Amazônia - RMERA